abril 18, 2005

Poder



A Companhia de Teatro de Almada vai apresentar, no Teatro Municipal de Almada, de 7 de Abril a 15 de Maio, de quarta a sábado às 21h30 e domingos às 16h, o espectáculo Poder, de Nick Dear, com encenação de Joaquim Benite, tradução de Rui Romão, cenografia e figurinos de Maria João Silveira Ramos, luz de José Carlos Nascimento, colaboração coreográfica de Jean Paul Bucchieri, direcção musical do Maestro Fernando Fontes e interpretação de Bruno Martins, Francisco Costa, Joana Fartaria, Kjersti Kaasa, Marques D’Arede, Rui Neto e Teresa Gafeira.

Poder é um texto que situa a acção na corte de Luís XIV, numa altura em que o Rei ainda bastante jovem e após a morte do Cardeal Mazarino, assume verdadeiramente o poder, consolidando-o, transformando-se no Rei Sol, um dos expoentes mais importantes do Absolutismo Europeu. Este texto reflecte as transformações políticas e económicas ocorridas na França do século XVII, das lutas de bastidores dissimuladas, a intriga palaciana, as conspirações, de um tempo em que a corrupção lavra e a coroa está à beira da bancarrota. É na França do século XVII que Colbert ascende e o superintendente Fouquet cai em desgraça, como noutros tempos com outros protagonistas, como o nosso por exemplo.
Este é pois um texto que reflecte a política e os seus protagonistas, as suas motivações. É também uma pintura social, de outros tempos, de outras condutas sociais, dos tempos da libertinagem. É uma reflexão sobre a moral, a nossa, ou as várias perspectivas que podemos ter sobre ela. Serão os portadores da nova ordem, detentores da virtude e da generosidade inerente ao desenvolvimento saudável da humanidade ou afinal o que os move são outros interesses, ou aliás, o que nos move, a generosidade ou interesses que nem sempre deciframos.

Sobre Poder disse o autor (Nick Dear) em entrevista concedida a Nicola Barranger: “Quis escrever uma peça que tivesse algum debate sério acerca da natureza do poder político, e acerca da psicologia das pessoas que aspiram a ele, pessoas que farão quase tudo para conquistá-lo e agarrarem-se a ele. Mas ao mesmo tempo tentei que o texto não fosse didáctico. Não quis que tivesse qualquer referência à política contemporânea. Tentei escrever um texto divertido. A ideia de um tipo vestido de mulher na Corte de Luís XIV – os textos da época referem-se a ele eufemisticamente como um “notório libertino”, o que na linguagem de hoje seria o equivalente a uma bichona maluca – pareceu-me que poderia ser bastante divertida, e de facto parece-me que funciona."

Nick Dear, um dos dramaturgos de referência da cena britânica, é também autor de guiões para cinema e televisão, peças radiofónicas e libretos de ópera. Foi autor residente do Royal Exchange Theatre, de Manchester, em 1987, e do grupo de teatro da Universidade de Essex, em 1985. Ultimamente tem colaborado mais regularmente com o National Theatre, de Londres. Em 1996 colaborou com Peter Brook em Qui est là?.
O seu repertório dramatúrgico inclui Temptation (1984), The Art of Success (1986; Prémio John Withing), Pure Science (1986), A Family Affair (1988), Food of Love (1988), In the Ruins (1989), The Last Days of D. Juan (1990), Le Bourgeois Gentilhomme Villain’s Opera (2000), The Promise (2002) e Power (2003).

Escreveu ainda os seguintes guiões: Persuasion (1995; Prémio BAFTA), The Gambler (1997; Prémio belga para Melhor Filme Europeu), The Turn of the Screw (1999), Cinderella (2000), Byron (2003), Eroica (2003; Prémio Itália) e Poirot: The Hollow (2004).
Os seus libretos para ópera incluem A Family Affair (1993), Siren Song (1994) e The Palace in the Sky (2000).

A estreia de Poder pela Companhia de Teatro de Almada representa a estreia absoluta de um texto de Nick Dear em Portugal.



Intérpretes
Ana de Áustria - Teresa Gafeira
Filipe de Orleãs - Rui Neto
Luís XIV - Bruno Martins
Nicolas Fouquet - Marques D'Arede
Henriqueta de Inglaterra - Joana Fartaria
Jean-Baptiste Colbert - Francisco Costa
Luísa de La Valliére - Kjersti Kaasa

Direcção de produção - Paulo Mendes
Assistência de produção - Sofia Bravo
Direcção de montagem - Carlos Galvão
Montagem - António Cipriano, Carlos Ramos e Paulo Horta
Execução do guarda-roupa - Catarina Santos, Lurdes Gonçalves e Piedade Antunes
Falcoeiros {a} - José Simões, Paulo Mascarenhas e Rui Fortunato
Contra-regras - Carlos Ramos e Paulo Horta

Promoção - Rodrigo Francisco e Sónia Benite
Público e distribuição - Joana Fernandes, Luís Ramos e Miguel Martins
Administração - Maria Laita

Grafismo - Sónia Benite
Cabeleiras - Miguel Moleno
Penteados - Vítor Hugo
Colaboração coreográfica - Jean Paul Bucchieri
Direcção musical - Maestro Fernando Fontes
Figurinos e cenografia - Maria João Silveira Ramos
Luz - José Carlos Nascimento
Tradução - Rui Romão
Encenação - Joaquim Benite

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{a} Os falcões utilizados nesta produção não sofreram quaisquer maus-tratos e encontram-se registados conforme as normas europeias para a protecção animal.
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de quarta a sábado às 21.30h
domingo às 16.00h

Publicado por vmar em abril 18, 2005 03:17 PM
Comentários

Só para dizer duas coisas:

1.- Viv'ó Teatro;
2.- Vivas tu (estás vivo!)

Um abraço para ti e para a Ana,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em abril 20, 2005 10:22 PM

Muito boa.
Continua, que nós apoiamos.

Afixado por: Edite em abril 21, 2005 01:41 PM

Passei para desejar-te um lindo fim de semana que se aproxima... :)
Beijinhos muitos!

Afixado por: Carmem Lucia Vilanova em abril 22, 2005 12:40 AM

Muito boa.
Continua, que nós apoiamos.

Afixado por: Edite em abril 22, 2005 10:53 PM

Andas a fazer publicidade ao nosso amigo Joaquim? Eh,eh,eh,! estava a brincar.
Irei ver, claro que sim, assim que tiver um buraquinho de tempo.

Aquele abração do
Zecatelhado

Afixado por: zecatelhado em abril 25, 2005 01:22 AM